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Virtualização – O que é e para que serve?

Todos os dias quando procuro novidades tecnológicas tenho visto cada vez mais a palavra “virtualização” a aparecer nos títulos das noticias. Alguma vez se perguntaram exactamente o que é “virtualizar um SO” ou mesmo uma aplicação?

Tentarei no artigo seguinte dar uma ideia geral sobre os vários tipos de virtualização e que objectivos se podem obter.

A virtualização não é mais do que a partilha de recursos físicos de uma maquina (CPU, RAM, Disco Rígido) entre varias maquinas virtuais, ou seja, a ocupação de recursos que estejam livres na maquina física.

Vejamos um exemplo prático:
Em várias empresas é normal a existência de vários servidores físicos para os mais distintos serviços, um para partilhar ficheiros, outro para armazenar base de dados, outro para partilhar impressoras. Traduzindo por miúdos todos estes servidores tem um custo quer a nível manutenção do hardware para cada um deles, como a nível de electricidade e espaço.

E se pudéssemos juntar tudo numa só máquina?

É para responder a esta questão que surgiu a necessidade de virtualização. A poupança de recursos mantendo sempre o bom funcionamento da plataforma tecnológica!

Para tal apenas necessitamos de um servidor de maquinas virtuais, que pode ir de equipamento extremamente caro construído apenas para o efeito tal como um Vmware ESX Server até ao mais simples dos computadores. Claro que as diferenças entre estes dois equipamentos estará sempre em causa mas esse não é o objectivo deste artigo.

Já sabemos que podemos criar vários “computadores” dentro de um, mas que precisamos para tal?

Neste momento as plataformas empresariais mais conhecidas são VMware, Hyper-V e XEN.

As diferenças entre eles são imensas e serão apresentadas num próximo artigo. Para exemplo utilizo para exemplificação a plataforma Hyper-V da Microsoft.

Tal como podemos ver tenho várias “máquinas virtuais” criadas. Maquinas estas às quais podemos definir características como, nº de discos, capacidade da ram, unidades de cdrom, portas COM, LPT, Placas de Rede… bem tudo o quanto podemos escolher quando compramos um pc novo…

O grande beneficio da virtualização, e esta sim é a resposta central ao porque do “boom” que esta tecnologia está a obter a cada dia que passa, é que ao invés de termos 4 servidores a utilizar 10% de recursos de cada um e a gastar 100% de electricidade e manutenção, podemos eventualmente junta-los todos num só hardware ao que iremos gastar exactamente as percentagens de recursos que desejarmos, queremos uma maquina com 1024mb de ram, outra com 256 e outra com 2048?

Perfeitamente… desde claro tenhamos hardware físico, neste caso 3328Mb de ram para alocar as diferentes máquinas. Ou seja no final teríamos apenas uma máquina física a gastar electricidade e a performance praticamente a mesma.

No entanto nem tudo é um mar de rosas, existem cuidados a ter com este tipo de situações, cuidados esses que irão depender de cada implementação.

A própria Microsoft já tem aplicações para o “utilizador comum” virtualizar algumas maquinas, neste caso o Virtual PC o qual nos permite no nosso próprio computador, sem ter necessidade de termos qualquer tipo de requisito mínimo um outro sistema operativo a correr.

Certamente se lembram das complicações que houve em migração de aplicações do Windows XP para o Windows Vista, mesmo após estes anos todos tenho certeza que ainda existem muitas aplicações que não funcionam e que requerem o velhinho XP!

Com a saída do Windows 7 a Microsoft sabia que isto ainda iria acontecer, daí que lançou um “actualização opcional” denominado “Windows XP Mode” (actualmente ainda em versão Release Candidate) que admirem-se ou não , nada mais faz do que correr uma maquina virtual no nosso próprio computador com o Windows XP instalado. Ou seja, o comum utilizador pode usufruir de todos os benefícios que o Windows 7 traz, como ainda pode trabalhar naquela aplicação que ainda requer um MS-DOS ou que apenas funciona em XP.

Para mim o perfeito exemplo de uma grande vantagem da virtualização. À semelhança do slogan “Vá para fora cá dentro” podemos quase dizer que “Utilize o Windows XP com o Windows 7 instalado”

Fonte: PeopleWare

Windows 7 com XP Embutido

Acabou o mistério: os problemas de compatibilidade que infernizaram o Windows Vista serão coisa do passado com o Windows 7, devido à nova tecnologia Windows XP Mode (XPM, Virtual Windows XP, Virtual XP ou VXP).

O XMP é baseado na próxima geração do Microsoft Virtual PC, que ainda não foi lançada. O XP Mode basicamente é composto por dois itens: um ambiente virtual baseado no Virtual PC e uma cópia licenciada do Windows XP Professional com o SP3. E o mais incrível é que ele estará disponível para download gratuitamente no site da Microsoft para todos os usuários do Windows 7 Professional, Enterprise e Ultimate. A única exigência é ter um processador que suporte a tecnologia Intel VT-x ou AMD-V (virtualização assistida por hardware).

Como funciona o XMP?
O XMP funciona de forma semelhante ao Virtual PC, mas com um detalhe importante: assim como ocorre com o MED-V (Microsoft Enterprise Desktop Virtualization), o XPM não necessita que você execute o ambiente virtual como um computador diferente. Ao invés disso, você instala os programas dentro do Windows XP virtual e pode executá-los como se eles estivessem no próprio Windows 7.

Parece complicado, mas não é. Na prática, você poderá executar o IE6 e o IE8 lado a lado, como se ambos estivessem instalados no Windows 7, embora o IE6 esteja sendo executado dentro de um “Windows XP invisível”. Esse é o grande trunfo do XMP: para o usuário final, ele permite rodar todos os programas compatíveis com o Windows XP sejam executados no Windows 7. É como se o usuário estivesse rodando o Windows XP ao mesmo tempo que o Windows 7, e ambos utilizando o mesmo desktop.

Exemplo prático
A imagem abaixo mostra o Office 2003 rodando juntamente com o Office 2007 no Windows 7. O curioso é que o Office 2003 não está instalado no Windows 7, mas sim no “Windows XP Mode”. Note que a barra superior do Office 2003 mostra os botões do Windows XP, indicando que ele está rodando sob “Windows XP Mode”, enquanto o Office 2007 mostra os botões do Windows 7, indicando que ele está instalado no Windows 7. Todo programa que estiver rodando sob o “Windows XP Mode” mostrará os botões do Windows XP. 

Mesmo que ambos estejam rodando em sistemas operacionais diferentes, eles aparecem juntos no mesmo desktop, e têm total interação: você pode arrastar um objeto do Office 2007 e soltá-lo no Office 2003, e vice-versa, como se ambos estivessem rodando no Windows 7. 

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Windows XP e Windows 7 rodando simultaneamente!

A instalação do Windows XP Mode é muito semelhante à instalação do Virtual PC:

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No final da instalação do Windows XP Mode, você tem um desktop secundário com o Windows XP:

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Outro detalhe importante é que o “Windows XP Mode” suporta periféricos USB, algo que o Virtual PC atual não suporta. Com isso, se o usuário tiver um periférico que funciona somente no Windows XP, ele poderá instalar os drivers como se estivesse no Windows XP e utilizá-lo normalmente.

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A instalação do Office 2003 no Windows XP Mode segue a mesma rotina da instalação do Windows XP:

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Enfim a Microsoft resolveu definitivamente os problemas de compatibilidade do Windows XP com o Windows 7, simplesmente embutindo o Windows XP no Windows 7. Isso terá um resultado muito positivo no sucesso do Windows 7, pois os usuários do Windows XP poderão migrar para o novo sistema operacional sem se preocuparem com o principal impecilho: compatibilidade. Desta vez a Microsoft acertou em cheio.

Para baixar o XPM, acesse este link.

Fonte: Baboo

Virtualização agora é com o VirtualBox

VirtualBox é uma das aplicações gratuitas que permite aos utilizadores todo o potencial da virtualização onde podemos construir um sistema com todas as características técnicas mas de uma forma virtual não permanente.

Até pouco tempo, usar uma máquina virtual era sinônimo de usar o VMware Player ou o VMware Server. Ao contrário do que o nome pode sugerir, o VMware Server é perfeitamente utilizável em um PC doméstico, a única contra-indicação é que ele oferece mais opções e é dividido em dois componentes (o servidor propriamente dito e a interface), o que o torna um pouco mais complicado de usar. O VMware Player é mais simples de usar, mas em compensação não inclui a opção de criar novas máquinas virtuais (apenas usar VMs já existentes), o que limita seu uso.

Isso mudou com o crescimento do VirtualBox, que começou como um projeto da Innotek (uma empresa alemã de desenvolvimento de softwares) e foi posteriormente incorporado pela Sun. O VirtualBox é oferecido em duas versões: a primeira é uma versão parcialmente fechada, gratuita para uso pessoal, enquanto e a segunda é uma versão inteiramente open-source, que pode ser usada para qualquer fim e redistribuída livremente.

A versão “oficial” (também chamada de PUEL, que é o nome da licença usada) inclui alguns componentes proprietários e é distribuída através de uma licença específica e por isso é evitada pelos puristas. Assim como em outros casos, a Sun ganha dinheiro vendendo versões aprimoradas do software, destinadas ao ramo corporativo, o que permite manter os investimentos no projeto.

Ela está disponível no http://www.virtualbox.org/wiki/Downloads (clique no “Binaries – all platforms”). Na página estão disponíveis pacotes para diversas distribuições, entre elas o Fedora, Mandriva, Ubuntu e OpenSuSE.

Além da versão padrão, existe também o VirtualBox Open Source Edition (OSE), que é a versão inteiramente livre, que tem todo o código-fonte disponível e pode ser usada dentro dos termos da GPL. Esta é a distribuição que é incluída nos repositórios das distribuições, que pode ser instada diretamente usando o gerenciador de pacotes.

Caso alguém se interesse, tem um super-tutotial do Carlos Morimoto, aqui no Guia do Hardware.

VMWare no Celular

Navegando pelo InfoNeural, me deparei com este POST sobre Virtualização em celulares e me surpreendi.

Além de se tratar do Nokia e62 (Não especificamente, mas é o que mostra na foto), por ser um aparelho que já possuo e sou apaixonada há alguns anos (Apesar da enorme desvantagem de não possuir acesso wi-fi), resolvi investigar e ir mais à fundo nessa tal de Virtualização em celulares.

Com a MVP (Mobile Virtualization Plataform) , será possível utilizar mais de um SO no seu celular e permitir ter virtualmente vários celulares em um único aparelho físico.

 

A virtualização, criação de máquinas virtuais, permite que o usuário consiga utilzar outros sistemas operacionais em uma mesma máquina física,  facilitando o  controle e auxiliando em testes, entre outras vantagens.

Mais detalhes e o conteúdo completo pode ser visto no site da vmware.

Virtualização

Desta vez, vou voltar a falar novamente de minha distro Linux predileta. Já passei por situações há dois anos atrás, de ter de desenvolver projetos de virtualização de Windows Server sobre o Xen, mais especificamente sobre o Xen, rodando no SLES 10.

Na época, virtualização ainda não era meu foco, apesar de já estar virando uma realidade no mundo, ainda não existia recursos suficientes ao Xen, para virtualizar um produto Microsoft,  (Windows Server 2000) sobre ele. Mas com muito apoio técnico (Novell, 4Linux, outros), conseguimos realizar tal “façanha”, porém, sem um pingo de performance, nem confiabilidade no sistema.

Hoje,  graças à uma parceria Novell x Microsoft, isso já é uma realidade com o Windows Server 2008 em algumas de suas versões.

Dois anos se passaram e, ainda sou um pouco amador no mundo da consolidação e virtualização, mas em meus Labs (Já teste Virtual Server, Metaframe, VMWare) o Xen oferece os maiores recursos, além do maior custo x benefício x praticidade (Além de vir integrado ao SLES).

Sobre o Xen:

O Xen é uma plataforma de virtualização livre para as arquiteturas x86x86-64IA-32IA-64 e PowerPC. A versão open source do Xen distingue-se do VMware por NÃO oferecer interface gráfica com funções avançadas de gerenciamento que permitam a criação de um data center virtual, em contrapartida, todo o gerenciamento é muito mais flexível em linha de comando, permitindo que você crie o seu DataCenter Virtual de acordo com suas necessidades, sendo assim, muito superior ao VMware, além de possuir melhor performance, a velocidade das máquinas virtuais paravirtualizadas pelo Xen são muito próximas da máquina real, tecnologia exclusiva do Xen.

Caso o usuário queria a interface gráfica do Xen, deve optar pela versão paga oferecida pela empresa Citrix, igualando-se ao VMWare no sentido de ter telas gráficas para gerenciamento do DataCenter. Ele permite que se rode vários sistemas operacionais em um mesmo hardware ao mesmo tempo.

Abaixo, segue o link para um tutorial, desenvolvido pelo grande Carlos Alberto, da Novell, apresentando um how-to de como criar uma máquina virtual com o Xen integrado do SLES 10 SP2, também um vídeo com a mesma apresentação.

How To Novell