10 razões para adotar redes sociais nas empresas X Novos Problemas a Empregadores

Muitas empresas tem receio de utilizar redes sociais dentro das empresas alegando que haverá queda na produtividade de seus funcionários. Isso prova, como sempre, que as pessoas preocupam-se mais em identificar os problemas do que em enxergar as oportunidades presentes em certas decisões. Esse tipo de pensamento focado apenas no problema faz com que as empresas substimem a capacidade criativa, de mobilização e criatividade coletiva das pessoas dentro das empresas.

A realidade das empresas mudou. A competição é muito maior do que no século passado e isso faz com que a inovação seja a principalmente competência a ser desenvolvida pelas empresas. Inovação que deve vir de todos os lugares da empresa. A emrpresa deve buscar conhecimento onde quer que ele esteja, seja dentro ou fora da empresa. Alguns dizem que ela deve ser “chuveiro” (de cima para baixo), outros dizem que deve ser “bidê” (de baixo para cima), mas o importante é que ela seja do tipo “hidromassagem” (de todos os lados).

Mauro Segura, consultor da IBM, revelou o resultado de uma pesquisa que a própria IBM faz regularmente, chamada “CEO study – The enterprise of the future”. O estudo apontou 5 tendências:

- As empresas serão ávidas por mudança;

- Inovação de fora para dentro;

- Empresas globalmente integradas;

- Disruptivas por natureza;

- Pensam na sustentabilidade e no longo prazo;

Diante desse cenário, as empresas devem basear suas ações no desenvolvimento do seu capital intelectual a fim de criar uma cultura de inovação em que todos sintam que são livres para expor suas idéias. Para isso, é preciso dar voz as conversas existentes dentro das organizações. Nesse sentido, as redes sociais são ótimas ferramentas para criar esse ambiente de conversas dentro das empresas, pois ela aproxima as pessoas e facilita a conexão entre pessoas com interesses comuns e que poderiam compartilhar ideias.

Nesse sentido, Mauro apresenta as 10 razões para se adotar redes sociais dentro das empresas:

- Acesso rápido e fácil ao conhecimento: com as ferramentas atualmente existentes, é muito fácil criar um ambiente onde as pessoas possam discutir, apresentar suas idéias e registra-las para outras pessoas consultarem.

O ser humano adora redes sociais: especialmente os brasileiros, uma vez que mais de 80% dos brasileiros, que se conectam a Internet, participam de algum tipo de rede social. Brasileiro gosta de conversar;

A inovação aparece: o ambiente das redes sociais facilita o surgimento da diversidade de perspectivas e opiniões, condição essencial para surgimento da inovação;

Quebra da barreira geográfica: você pode conversar com qualquer pessoa independente da localização geográfica em que ela esteja;

Quebra da barreira hierarquia: talvez seja esse o maior temor de quem está no comando das empresas. Não existem escadinhas que deve ser escaladas para que as informações e as opiniões cheguem ao alto escalão da empresa. Isso é irreversível e incontrolável;

Comunicação direta sem intermediários: comunicação sem filtros. Não existe mais aquela de que “Quem conta um conto aumenta um ponto”;

Identidade pessoal: nas redes sociais, você tem a oportunidade de mostrar quem você é. Você pode expressar suas opiniões e suas crenças;

Referênciasé uma oportunidade de criar um grande conjunto de referências para posteriores consultas;

Política de portas abertas: deixe a comunicação fluir livremente e você se surpreenderá com a capacidade de criar coletivamente de seus funcionários;

Tecnologia simples e fácil: não é preciso ser um expert em tecnologia ou em construção de sites para você montar sua rede social. Existem ferramentas que auxiliam qualquer pessoa na criação de um blog, por exemplo.

Adotar redes sociais dentro das empresas potencializa a geração de inteligência coletiva dentro das empresas, além de descobrir pessoas talentosas, que ficam escondidas na imensidão dos cargos e departamentos das empresas, e facilita a identificação dos agentes de mudança dentro da empresa e que podem influenciar outras pessoas a se tornarem inovadoras. Aliás, Mauro apresentou o resultado de um estudo da universidade de Melbourne de que funcionários que utilizam redes sociais são 9% mais produtivos do que aqueles que não usam.

Com certeza, no século XXI o valor está no intangível.

Por Marcelo Bastos (http://hsm.updateordie.com/author/mbastos/)

Este texto foi publicado, originalmente, no Blog da HSM.

Opinião meio contraditória não acham? Por outro lado, temos a perca de produtividade por abusos:

Jogos no Facebook causam novos problemas para empregadores

Perda diária de produtividade das empresas pode chegar a 12,5%. Cerca de 20% dos usuários da rede social jogam os games.

Para muitos empregadores, Facebook, MySpace e outras redes sociais já são um flagelo no que tange a perdas de produtividade. Agora eles têm algo mais com que se preocupar: os jogos que esses sites oferecem.

Esse novo gênero de games sociais permite que as pessoas joguem com os amigos sem que todos precisem estar online ao mesmo tempo.

O envolvimento de baixa intensidade requerido fez com que jogos como “Farmville”, “Cafe world”, “Restaurant city”, “Pet society” e “Happy aquarium”, desenvolvidos por produtoras como Zynga, Playfish, Crowdstar e Slashkey, ganhassem popularidade entre os trabalhadores, que muitas vezes se conectam para jogá-los durante o expediente.

De acordo com uma recente pesquisa conduzida pela Associated Chambers of Commerce and Industry of India, cerca de 12,5% da produtividade do setor empresarial é desviada a cada dia para atividades em sites de redes sociais. “O que estamos vendo são mais e mais pessoas e organizações que reconhecem a perda de produtividade. Com isso, provavelmente mais bloqueios de aplicativos do Facebook por ordem dos executivos de informática serão vistos”, disse Rebecca Wettermann, da Nucleus Research.

A Nucleus Research conduziu um estudo recente sobre os efeitos das redes sociais sobre a produtividade no ambiente profissional. O levantamento constatou que cerca de metade dos funcionários de escritório dos Estados Unidos visitam sites de redes sociais no horário de trabalho, o que resulta em uma perda média da ordem de 1,5% da produtividade total do escritório.

O Facebook, que conta com 350 milhões de usuários no mundo, diz que pelo menos 20% de seus membros jogam online.

Sebastien de Halleux, presidente-executivo e co-fundador da Playfish, uma produtora de jogos on-line, disse que o crescimento na Ásia é mais rápido do que em outras regiões. “Não tínhamos ideia de que a difusão seria tão rápida. Quando conquistamos 100 mil usuários mensais, achávamos que aquilo fosse o auge do sucesso. Agora, com 60 milhões de usuários, achamos que estamos apenas no começo de algo muito maior”, disse.

Opiniões meio contraditórias não? Gostaria de saber as opiniões de cada um, comentem.