Passe Livre na Web

Apesar de nunca ter achado 100% técnica, sempre fui um leitor assíduo da Revista INFO, da editora Abril, por suas matérias muito úteis. Até me deparar com a edição de Março de 2009.

Achei interessantímas as dicas sobre diversos programas Portáteis, muito úteis, mas, ao folhear a revista, cheguei até a seção “TECNOLOGIA PESSOAL – INTERNET” e, pude ver a matéria publicada: “PASSE LIVRE NA WEB”. Apesar da grande maioria dos leitores da revista serem administradores de TI e afins, tenho certeza que grande parte da população tem acesso à esta revista.

Acredito eu, em minha grande insignificância, que revistas de tecnologia, ainda mais, revistas tão acessíveis ao público em geral, deveriam nos trazer dicas tais como, realizar o bloqueio de tais programas e/ou sites, pois a mesma cita que os bloqueios são realizados pelo governo e empresas.

Se o bloqueio existe, com certeza por algum motivo interessante à empresa, que concede o acesso à internet aos funcionários, com fins que tragam benefícios à própria empresa, e não aos funcionários.

Os profissionais de TI tem de se preocupar tanto com a segurança, implementação de firewalls, propagação de vírus, etc. E uma revista do ramo, ao invés de nos trazer coisas úteis para a segurança da rede, vem com dicas para os usuários conseguirem furar os bloqueios, com programas em versão portátil até (nem sequer necessitam ser instalados e podem ser executados sem poderes administrativos no computador).

Acredito que estávamos caminhando para uma época em que os próprios usuários seriam responsáveis pelas suas estações de trabalho, à exemplo de diversas empresas. Agora, já teremos que nos preocupar novamente em “impor” inúmeros bloqueios aos usuários, tais como pen-drive, restrição muito maior no acesso à internet, CD-ROM, entre outros.

O que já foi constatado que causa um enorme “desconforto” na empresa, a sensação de não poder realizar “quase nenhuma” atividade no computador, deixa o funcionário descontente e diminui drasticamente o rendimento, além de, causar uma grande impressão de “tirania” ao empregador por não permitir que se faça nada em seu computador.

Os exemplos citados pela revista são:

TOR - Além de ser um software executável, também pode atuar em forma de um plug-in do firefox

GPASS – Programa executável que inclui navegador, leitor de e-mail, messenger e media player

ULTRASURF – Sistema de proxy em forma de software executável, com três opções de servidores em “um clique”

FREEGATE – Ao ser executado, ele abre o navegador já navegando através de proxy e, retornar ao normal após o uso, dando ao usuário a sensação de anonimato.

HOTSPOT SHIELD – Conecta o computador do usuário à um de seus servidores através de VPN, tornando a navegação anonima para a empresa.

Já temos mais coisas para nos preocupar, agora já vem a necessidade de um monitoramento muito mais abrangente em todas as estações de usuários, pois podem simplesmente alterar o nome das aplicações e executá-las sem problema nenhum.

Cansei de bloquear palavras como “proxy”, buscar milhares de servidores de messengers para Black-list, agora além de restringir muito mais as estações aos usuários, teremos uma grande preocupação com aplicações portáteis, que se dizem “contra a censura”, mas as irregularidades ocasionadas pelos usuários, sempre são de responsbilidade do empregador, que é quem detém o poder, além de arcar financeiramente pelo seu link de Internet (sem contar o tempo perdido com futilidades na internet)

Restrição no Acesso à Internet é SIM um DIREITO DO EMPREGADOR.

Parabéns Revista INFO, por fornecer tais facilidades tão acessíveis aos usuários de empresas.