Category Archives: Linux

Como acessar partições do Linux no Windows

Conheça três aplicações que ajudam você na hora de acessar partições EXT3 pelo SO da Microsoft.

Como acessar partições do Linux no Windows

(Fonte da imagem: iStock)

Ter mais de um sistema operacional instalado no disco rígido não é mais tão incomum como antes. Particionar um HD e colocar mais de um SO no computador tornou-se uma tarefa corriqueira para muita gente.

O problema de dividir o disco em várias partes é que seus arquivos ficam “espalhados” pelas partições. Em alguns casos, o sistema de arquivos utilizado nas demais partes do HD não é reconhecido pelo sistema operacional que está sendo executado, ficando impossível recuperar os documentos.

No caso do Windows e do Linux, há uma dificuldade do sistema operacional da Microsoft em montar a partição com o SO livre, para que você possa ao menos visualizar os documentos armazenados no Linux.

Para resolver esse problema, foram desenvolvidas algumas aplicações que permitem acessar o conteúdo de partições EXT3 e EXT4 (padrões do Linux) dentro do Windows. Veja abaixo algumas delas.

Ext2Fsd

Ext2 File System Driver for Windows é uma ferramenta gratuita que integra ao Windows a capacidade de leitura de arquivos nos sistemas de alocação EXT2 e EXT3 (padrão do Linux). Com essa aplicação, você pode ler, editar e criar novos documentos na partição com o sistema operacional livre.

Como acessar partições do Linux no Windows

DiskInternals Linux Reader

Diferente do aplicativo mostrado anteriormente, o DiskInternals Linux Reader permite que você acesse os arquivos em partições EXT2 e EXT apenas no modo de leitura. Ou seja, não é possível modificar o conteúdo dos documentos, apenas visualizá-lo. O Linux Reader inclui uma ferramenta para pesquisa e também proporciona a pré-visualização das imagens através de miniaturas.

Como acessar partições do Linux no Windows

Ext2Read

O Ext2Read permite que você visualize qualquer arquivo e diretório das partições com Linux, mas não possibilita a edição dos documentos. O que chama a atenção na aplicação é que ela possibilita copiar pastas inteiras para a parte do disco que abriga o sistema operacional da Microsoft, liberando assim a possibilidade de alterar o seu conteúdo.

Como acessar partições do Linux no Windows

…..

Se você está enfrentando algumas complicações para acessar o conteúdo de outras partições a partir do Windows, os aplicativos listados acima podem ser de grande ajuda. Vale a pena arriscar.
Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/tutorial/23890-como-acessar-particoes-do-linux-no-windows.htm#ixzz271Qm7O1I

Monitoramento com Zabbix em ambiente de WAN

Estamos há um tempo com um projeto de implantação do Zabbix Server para monitoramento de Ambiente de T.I, existem ótimo tutoriais na Internet à respeito da instalação e configuração do Servidor (não vou entrar mais em detalhes aqui).

Porém, não encontrei muito material a respeito do Zabbix Proxy, nem sobre sua utilização em ambientes de WAN (Atrás de NAT). Tivemos que realizar muitos testes e simular di-recionamentos, mas enfim pudemos atingir nosso objetivo, que era monitorar diversos servidores em localidades diferentes, cada um com seu grupo e Site.

Para isto, são apenas alguns passos:

  1. Permitir conexões de entrada ao seu servidor Zabbix
  2. Selecionar Portas diferentes para cada servidor que será monitorado
  3. Documentar as portas e suas localidades (Caso possua um parque de servidores muito extenso)
  4. Re-direcionar a porta selecionada para o servidor do Site em questão
  5. Configurar o Agente Zabbix
  6. Criar o Host em seu Servidor

Vamos à prática:

O servidor Zabbix, por padrão, “escuta” nas portas 10050 e 10051, é necessário que você direcione estas portas para seu Servidor interno:

iptables -t nat -I PREROUTING -p tcp -d eth1 -m multiport –dports 10050,10051 -j DNAT –to <ip_lan_servidor_zabbix>
iptables -I FORWARD -p tcp -i eth1 -m multiport –dports 10050,10051 -j ACCEPT
iptables -I FORWARD -p tcp -o eth1 -j ALLOW_TCP

Você deve selecionar portas distintas para cada servidor que será monitorado. Em meu caso, para fins de fácil documentação, optei por separar uma “range” de 10 em 10 dígitos para cada localidade. Exemplo:

SITE 1: 10060 – 10069

  • FIREWALL = 10060
  • ACTIVE DIRECTORY = 10061
  • SQL SERVER = 10062

SITE 2: 10070 – 10079

  • SERVIDOR WEB = 10070
  • SERVIDOR DE APLICAÇÃO = 10071

SITE 3: 100080 – 10089

E assim em diante. Lembre-se de documentar o servidor de destino, site e a porta escolhida para os mesmo, pois as mesmas serão utilizadas na criação dos hosts em seu servidor Zabbix posteriormente.

Deve ser criada uma regra de NAT para o IP interno de cada porta selecionada, apontando para seu respectivo Servidor.

image

Agora, as duas partes mais importantes e que a meu ver, sempre foram as mais confusas para que conseguissemos realizar o monitoramento através de NAT.

Você deve configurar o Agente Zabbix (c:\zabbix\zabbix_agentd.conf) do servidor que será monitorado com os seguintes parâmetros:

Server=<ip_de_wan_do_servidor_zabbix>
ListenPort=<porta_selecionada_para_o_client_monitorado>
Hostname=<hostname_do_client_monitorado>
StartAgents=5
DebugLevel=3
PidFile=c:\zabbix\zabbix_agentd.pid
LogFile=c:\zabbix\zabbix_agentd.log
Timeout=3

Para finalizar, vamos criar um novo HOST à ser monitorado pelo nosso Zabbix Server:

image

Pronto, com o Template associado, você poderá monitorar diversos servidores em outras localidades com o Zabbix Server.

Instalação do VmWare Workstation no LinuxMint

Introdução

Essa documentação abrangeinstalação do VMware Workstation 7 x64 no Linux Mint 7 x64.

No dia 27/10/2009VMware lançou o VMware Workstation 7 (esse cara é um produto comercial mas podemos utilizar ele em forma de testes por 30 dias).

Download VMware Workstation 7 x64

A primeira coisa é efetuar o download do VMware Workstation 7 para a versão do Linux Mint 64 bits que estamos utilizando.

- Na área de Download temos as versões para Linux 32 bits64 bits.

- Clicar em Download do VMware Workstation for 64-bit Linux with Tools.

- É necessário possuir um usuáriosenha para efetuar o download.
- Caso não tenha é só criar gratuitamente.

Acessar com o usuáriosenha criados.
- Aceitar a licença do VMware no final da página clicando em Yes.

Linux: Gerando senhas seguras e aleatórias

A utilização de senhas seguras é uma obrigação a todo profissional de TI. Suas senhas devem ter um bom comprimento e alternar entre letras, números e caracteres especiais, diminuindo drasticamente a possibilidade de descoberta das senhas por outras pessoas ou mecanismos automáticos. Para facilitar a nossa vida existe um utilitário no linux que gera senhas aleatórias sem que precisemos queimar neurônios para criá-las sozinhos: makepasswd.

O makepasswd utiliza o /dev/random para gerar as senhas, pode gerar várias senhas de uma só vez e criptografá-las com o algoritmo md5. É uma ótima ferramenta para quem precisa criar senhas seguras para serviços, pois as passwords geradas nao são simples de serem memorizadas, o que torna inviável a utilização para usuários comuns.

Instalando o makepasswd

Em distribuições Debian-like, digite o seguinte comando no terminal:

$ sudo apt-get install makepasswd

Gerando senhas com o makepasswd:

Digite no terminal:

$ makepasswd

Saída:

1mnU8L1LVF

Para alterar o comprimento da senha gerada, utilize a opção –char

$ makepasswd --char 12

saída:

9HaifQW4q923

para gerar várias senhas de uma só vez utilize –count

$ makepasswd --count 5

Saída:

LzSoH0
K2QXW5L
AisGn0vn
ETVj0W74
NpBp1TeA

Para gerar uma senha criptografada, utilize –crypt-md5 (Ele exibirá a senha em texto plano e criptografada)

$ makepasswd --crypt-md5

Saída:

YM2WYIry  $1$mn8MFbyM$Suk986UgD/kOuNBJsBzoD/

Estas são as opções mais comuns do comando, dê uma olhada na manpage do makepasswd para mais informações.

Agora que você já conhece o makepasswd, ponha em prática! Melhore a segurança de sua rede utilizando senhas seguras!

Fonte: Luiz Guanabara

PC&CIA Linux: Ideal para Técnicos de Manutenção em Computadores

O que é o PC&CIA Linux?

É uma distribuição totalmente desenvolvida a partir do Gentoo Linux. Uma excelente ferramenta criada para profissionais envolvidos no ramo de manutenção de computadores, O CD contém um sistema operacional com as principais ferramentas para diagnósticos e testes. Rodando totalmente na memória RAM sem mesmo tocar no HD a não ser que se queira.

Mesmo quem não é expert em Linux pode testar a máquina com toda a liberdade, sem correr o risco de apagar o sistema operacional instalado no HD (normalmente o Windows).

O PC&CIA Linux é diferente da maioria dos LiveCDs porque não é um sistema Desktop completo, com editores de texto e aplicativos variados, mas sim um sistema operacional simples, funcional e de fácil utilização para o técnico de manutenção. Os programas inclusos no CD são ferramentas para testar e diagnosticar problemas no computador e facilitar a vida do profissional do ramo da manutenção. Ou seja: você usa ele como um disco de BOOT, resolve seu problema e reinicia o computador novamente no sistema instalado.

Como instalar o Office 2007 no Linux

Se você prefere o pacote da Microsoft ao OpenOffice.org, saiba que é possível instalá-lo no Linux sem nenhum problema.

Micrsoft Office no Linux

Esta dica é muito útil para quem acabou de migrar do Windows para o Linux e já estava acostumado com o visual e as funcionalidades do Microsoft Office 2007. Para o sistema operacional livre você conta com ótimas opções de suítes de aplicativos para escritório como o OpenOffice e a sua versão brasileira, o BrOffice.

Porém, se nenhuma das alternativas lhe agrada, o jeito é voltar a usar o pacote proprietário da Microsoft. O processo de instalação do programa no Linux é muito simples e não é preciso digitar uma única linha de comando, em poucos minutos você já pode começar a usar o Office 2007 na sua distribuição Linux.

Pré-requisitos

O único pré-requisito, além é claro do DVD com uma versão Office 2007, é o complemento PlayOnLinux. Este aplicativo é uma espécie de apoio ao Wine, um simulador que permite a instalação de programas do Windows em outros sistemas operacionais como Linux e Mac.

Alterar nome da placa de rede no Linux [eth0, eth1]

Outro dia uma amigo meu me pediu uma ajuda pois a placa de um Slackware dele havia dado problema e, ao realizar a troca, a nova placa não estava subindo. Todos nós, já acostumados com as antigas incompatibilidades entre Hardware e Linux, iríamos imaginar que o Linux não reconheceu a placa ethernet, certo?

Depois de um ‘lspci’ e 2 ‘ifconfig ethX up’ verificamos que ele havia reconhecido sim a placa, porém ela havia sido reconhecida como eth1! Mas como se ela foi instalada inclusive no mesmo slot PCI?

O Linux possui um arquivo que vincula o endereço MAC da placa ethernet a um nome (eth0, eth1 e etc). Esse arquivo muda de Distro pra Distro, como conheçemos pouco de Slack apelamos pro Oráculo.

Agora a solução:


No Slackware
Editar o arquivo /etc/udev/rules.d/XYZ-persistent-net.rules. O XYZ é porque o que esse início do arquivo parece que varia, não tenho certeza… já vi pelomenos 4 começos diferentes!

O conteúdo do arquivo geralmente segue o seguinte padrão:
# PCI device 0×1106:0×3106 (via-rhine)
SUBSYSTEM==”net”, DRIVERS==”?*”, ATTRS{address}==”xx:xx:xx:xx:x x:xx”, NAME=”eth0″

Pra alterar o nome basta alterar a chame NAME!

No Debian e Debian Based (Ubuntu, Kurumin e etc)
Basta editar ou criar, caso não exista, o arquivo /etc/iftab

Exemplo de conteúdo:
#iftab
eth0 mac XX:XX:XX:XX:XX:XX arp 1
eth1 mac YY:YY:YY:YY:YY:YY arp 1

Onde XX:XX:XX:XX:XX:XX e YY:YY:YY:YY:YY:YY indicam o MAC das placas.

Porque que Slackware tem que ser tão complexo?!

########## Update ##########

A solução é fácil demais, tão fácil que fica ridicula (rss)

a) descubra (ifconfig) o endereço de hardware de sua placa – ou melhor dizendo, da placa que está com personalidade diferente.

b) ifconfig down ethX (a tal)
c) nameif ethX hardware_address – onde o X é o numero que vc pretende pra ela

Squid autenticando no Active Directory (AD) Windows 2008 Server

Essa dica é para quem estava acostumado a usar a autenticação MSNT_AUTH do Squid noActive Directory do Windows 2003 e, quando tentou usar em uma rede com AD do Windows 2008, descobriu que essa autenticação não funciona mais. Ou mesmo um servidor proxy Squid novo que queira instalar em sua rede e fazê-lo autenticar no servidor do Domínio Win2008.

Para fazer o Squid reconhecer que a conta do usuário existe e que sua senha é válida, basta alterar a forma de autenticação de MSNT_AUTH para o autenticador LDAP.

Exemplo:

  • Faça um backup do seu arquivo squid.conf;
  • Faça essa alteração em seu servidor por sua conta e risco.

Cenário de teste:

  • IP do Servidor Win2008 = 192.168.0.100
  • Domínio (AD) = contoso.local

Depois é só alterar seu arquivo squid.conf, que geralmente fica “/etc/squid/squid.conf”:

# vi /etc/squid/squid.conf

* Substitua a autenticação MSNT_AUTH, se já estava utilizando, por essas linhas.

# linha 1 – Parâmetros para Consultar Usuários no AD:
auth_param basic program /usr/lib/squid/ldap_auth -R -b “dc=contoso,dc=local” -D “cn=Administrador,cn=Users,dc=contoso,dc=local” -w “senha_do_administrador” -f sAMAccountName=%s -h 192.168.0.100

# linha 2:
auth_param basic children 5
# linha 3 – Mensagem que ira aparecer na caixa de autenticação:

auth_param basic realm TEXTO CAIXA AUTENTICAÇÃO

# linha 4:
auth_param basic credentialsttl 30 minutes

# Linha 5: acl que pede autenticação:
acl autentica proxy_auth REQUIRED

Fonte

5 Truques simples sobre APT para Debian e Ubuntu

O APT (Advanced Packaging Tool) é um gestor de pacotes utilizador nas distribuições Debian como por exemplo o Ubuntu. O APT resolve complicações relativamente a dependências de pacotes (situação que às vezes é desesperante) e torna-se assim uma excelente ferramenta para instalar/actualizar ou eliminar programas.

O APT foi inicialmente desenvolvido para a distribuição Debian e utiliza pacotes .deb. A configuração do APT encontra-se normalmente em /etc/apt.

Actualmente existem vários gestores de pacotes com ambiente gráfico mas para mim, apt continua a ser apt, e o terminal é o terminal.

apt_4

Depois de uma breve introdução ao APT, vamos aos truques:

1 – Ver lista de todos os pacotes instalados no sistema

dpkg –get-selections

apt_1

Nota: No caso de pretendermos exportar toda a lista para um ficheiro executamos o comando: pkg –get-selections > lista_pacotes.txt

2 – Listar os ficheiros que foram instalados por um pacote

dpkg –L <nome_pacote>

apt_2

3- Actualizar o sistema apenas com uma linha

sudo apt-get update && apt-get dist-upgrade

4- Instalar dependências para uma aplicação

Muita das vezes necessitamos de compilar a partir do código-fonte uma nova versão de uma aplicação que já se encontra definida nos repositórios mas que necessita de novas versões de bibliotecas/pacotes que ainda não se encontram no repositório.

apt-get build-dep <nova_versao_ aplicacao>

5 – Remover pacotes não utilizados

Sempre que instalamos um programa no Ubuntu, via apt-get, os pacotes ficam armazenados no disco . Por isso, sempre que instalamos um programa novo é recomendável limpar a cache, e assim ganhar uns bons megabytes de espaço livre.

Podemos inicialmente verificar quanto espaço está no directório definido anteriormente através do comando:

du –h /var/cache/apt/archives

apt_3

e em seguida, damos a ordem de limpeza através do comando:

apt-get clean    ou rm /var/cache/apt/archives/*

Fonte

Usando o Xen no OpenSuse

Assim como em outras distribuições, você pode usar o VirtualBox ou o VMware sobre o OpenSUSE, criando máquinas virtuais com outros sistemas. Apesar disso, o Yast inclui também um wizard que se encarrega de instalar e configurar o Xen, deixando-o pronto para uso.

O Xen é um software de virtualização muito usado em servidores, onde concorre com o VMware Server, o Virtuozzo e outros produtos. Um dos principal motivos do Xen ser pouco usado em desktops, onde predominam o VMware e o VirtualBox é o fato de ele ser mais complicado de instalar e configurar, um problema que o configurador do Yast se oferece para resolver:

m7d1127f5

Com exceção do Qemu (que, embora muito lento, pode rodar sem usar um módulo de Kernel), todos os virtualizadores utilizam módulos de Kernel para ter acesso direto ao hardware e poderem assim acessar instruções privilegiadas do processador, capturar tráfego da rede e assim por diante, de forma a fazerem seu trabalho. O VMware, por exemplo, usa três módulos diferentes, o vmmon, o vmci e o vsock.

O Xen é um pouco mais intransigente, exigindo o uso de um Kernel especialmente compilado, contendo um conjunto de patches, que incluem as funções que permitem que ele tenha acesso direto ao hardware e outras funções necessárias.

Para facilitar, o wizard do OpenSUSE instala o novo Kernel automaticamente, adicionando uma opção de boot no menu do grub, o “Xen — OpenSUSE”. Como pode imaginar, é necessário reiniciar a máquina e inicializar usando a nova opção para que o Xen possa ser usado:

36e20a9d

Depois de reiniciar, use a opção “Criar máquina virtual” dentro da categoria “Sistema > Virtualização” do iniciar para criar as máquinas virtuais e poder testar. É possível (a partir do Xen 3.0) criar tanto VMs com outras distribuições Linux quanto com o Windows:

m1dc1da58
m49bd4d9f

Ao criar uma máquina virtual para uma distribuição Linux, você tem a opção de usar o modo de paravirtualização, que é o sistema clássico de operação do Xen, ou de usar o modo de virtualização completa, que está disponível a partir do Xen 3.0:

4d86b915

O modo de paravirtualização é o mais usado em servidores, pois oferece um melhor desempenho. O grande problema é que ele exige que o sistema operacional dentro da máquina virtual seja especialmente adaptado para rodar dentro da VM. No caso das distribuições Linux, é necessário utilizar uma versão do kernel com suporte ao Xen (a maioria das grandes distribuições oferecem uma opção de boot que permite a instalação dentro da VM), mas isso não é possível no caso do Windows, que tem o código fonte fechado e não pode ser modificado.

No modo de virtualização completa, o Xen trabalha de forma similar ao VMware e outros softwares de virtualização, o que permite instalar o Windows e qualquer distribuição Linux, sem necessidade de usar um kernel especial (é por isso que ao criar uma VM com o Windows, a opção de usar o modo de paravirtualização não é mostrado). Este é o modo que você vai acabar usando na maior parte do tempo ao usar o Xen para testar vários sistemas.

O principal empecilho é que o modo de virtualização completa só funciona em máquinas com processadores Intel ou AMD recentes, com suporte ao Intel VT ou ao AMD-V. Se você usa um processador antigo, resta apenas o modo de paravirtualização.

Em seguida, você vai para o menu de configuração da máquina virtual. À primeira vista, ele parece apenas um menu de confirmação, mas na verdade todas as opções são editáveis:

m122c6ae0

Para poder usar a VM, o absoluto mínimo é acessar a opção “Discos” e adicionar um CD-ROM, com a mídia de instalação. Você pode tanto usar o próprio drive de CD-ROM da máquina (o que é o default) quanto indicar a localização de um arquivo .ISO com a imagem do CD de instalação:

m74dd07bc

É importante também ajustar a quantidade de memória reservada à máquina virtual. O Xen permite que você defina um valor inicial, que é a quantidade “fixa” de memória que é reservada assim que a VM é ativada e também um valor máximo, que pode ser usado em caso de necessidade. Isso evita que você precise reservar 512 MB de memória para uma VM onde você precisa de apenas 256 MB na maior parte do tempo, por exemplo:

m5763d161

Você pode escolher também a placa de vídeo que será simulada. Por padrão, o Xen simula uma placa Cirrus Logic 5446, uma placa 2D antiga, da época da Trident 9680, que oferece apenas recursos básicos de aceleração em 2D, sem qualquer suporte a 3D. Para os raros casos em que você esteja instalando um sistema sem suporte a ela dentro da VM, existe a opção de simular uma placa VESA, sem recursos especiais:

10e780ae

Depois de concluída a configuração, a VM será inicializada, dando boot através do CD-ROM e iniciando a instalação do sistema, como um PC normal. O Xen não possui um sistema de acesso ao vídeo local da máquina virtual, por isso utiliza um servidor VNC interno para exibir as imagens. Isso faz com que o desempenho da atualização de tela seja bastante ruim se comparado ao do VirtualBox ou do VMware Player:

m44c19b52

Como comentei, o Xen é otimizado para uso em servidores, onde o modo de paravirtualização oferece um bom desempenho. O wizard do OpenSUSE automatiza a instalação e configuração e o modo de virtualização completa permite que você instale o Windows ou outras distribuições Linux sem muita complicação, mas não espere que o Xen se comporte de forma tão transparente quanto o VirtualBox, que é otimizado para uso em desktops.

De qualquer forma, a facilidade de instalação no OpenSUSE faz com que o Xen mereça pelo menos um teste.

Fonte: GuiadoHardware