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Microsoft Hyper-V R2

Este artigo é um pequeno tutorial de como obter o Windows 2008 R2 Trial, instalar o Hyper-V R2 e de como criar simples máquinas virtuais em windows.

O Hyper-v é um produto que incorpora um hypervisor e algumas ferramentas para o gerir.

Ao contrário do Vmware Workstation ou do Virtualbox, o software de virtualização não fica “por cima” do sistema operativo. Tem acesso directo ao hardware.

A quem pode interessar o Hyper-V R2?
Quem quiser ter um ambiente complexo numa ou mais máquina de testes e os produtos “desktop” não forem suficientes.
Quem quiser ter um ou mais servidores em produção que contenham diversos sistemas operativos a correr na mesma máquina.

Por último, de referir que existem alternativas, também grátis, ao Microsoft Hyper-V R2. As três mais conhecidas:
- Citrix XenServer -> http://citrix.com/English/ps2/produc…ntentID=683148
- Microsoft Hyper-V server -> http://www.microsoft.com/windowsserv…perv-main.aspx
- Vmware Esx 4i -> http://www.vmware.com/products/esxi/

Cada produto tem as suas vantagens e desvantagens e este post não serve para discutir qual é o melhor.

De referir que o tutorial é da versão do Hyper-V R2 dentro do Windows 2008 e não o Hyper-V Server, que é um produto grátis à parte.

A nível de hardware, em príncipio tudo o que tem drivers para windows deve funcionar, mas tive problemas com placas de rede Realtek. Usei Intel Pro 1000.

Por último só mostro a instalação de máquinas virtuais Windows e não linux, pelo limitado suporte a nível de distribuições e outras limitações ( suporte só para 1 vcpu e legacy network ).

Primeiro que tudo pode-se obter a trial de 180 dias do Windows 2008 R2 em http://www.microsoft.com/windowsserv…-software.aspx

A instalação do Windows 2008 é o “normal”. Pode ser next next next ou podem costumizar.

Este é o primeiro ecrã depois da instalação do Windows 2008. Neste ecrã podem alterar as definições principais do sistema operativo.

Uma das primeiras acções a tomar, normalmente, é fixar um ip ao servidor de Hyper-V.

Alterar o computer name.

Efectuar todos os updates que estiverem disponíveis.

Activar a trial, activando o computador. Não é necessário colocar qualquer serial key.

No ecrã principal, carregar em “Add a role” e escolher “Hyper-V”. Carregar em “Next”.

Escolher a ou as placas de rede onde ficarão as redes virtuais.

Confirmar os settings e carregar em “Install”.

Efectuar o close e reiniciar a máquina.

Depois do reboot, devemos ter um ecrã de confirmação que a instalação foi bem sucedida.

Na parte de rede, pode-se ver que foi criado um dispositivo virtual.

Aceder a “Administrative tools” e carregar em Hyper-V manager.
De referir que com o RSAT se pode gerir o Hyper-V remotamente a partir de um windows 7 ou Vista.

Este é o ecrã principal da consola mmc do Hyper-V.

No “Virtual Network manager”, podemos definir as propriedades da placa de rede, propriedades de mac address e adicionar novas redes.

Nos settings do servidor, podemos escolher onde ficam fisicamente as máquinas virtuais e outras propriedades, como de teclado e rato.

Para criar uma nova máquina virtual, aceder a “Actions”, “New”, “Virtual Machine”

O ecrã inicial do wizard.

Escolher o nome da máquina virtual, neste caso será um “Windows 2008 R2″.

Escolher a memória Ram assignada à máquina virtual.

Configurar a parte de rede. Escolher a rede onde vai estar ligada a máquina.

Escolher o nome do disco, tamanho e local.

Escolher de onde vai ser instalado o sistema operativo. Neste caso o “D:”.

Carregar em “Finish” para acabar a criação da máquina virtual.

Se acedermos aos “Settings” da máquina virtual, temos acesso a mais opções.

Por exemplo, colocar a máquina virtual com dois processadores.

No fim de configurarmos a máquina, carregar em “Start”.

Abrir a consola de visualização e proceder à normal instalação do Windows 2008.

Instalação do Windows 2008 e impacto na máquina física.

Task manager com dois processadores dentro da máquina virtual.
De referir que neste caso não é necessário instalar quaisquer drivers ou tools, porque já estão incluídos no sistema operativo.

Criar uma segunda máquina virtual para um Windows XP.

Todos os menus para configurar a vm são os mesmos. Pode-se arrancar com a máquina virtual e começar a instalar o XP.

No fim da instalação, aceder a “Action” e “Insert Integration services setup disk”.

No XP é iniciado a instalação dos drivers.

No fim da instalação efectuar um restart à máquina virtual.

Device manager do windows XP com os drivers instalados.

E é tudo, um simples guia para o Hyper-V R2.
Muito mais se pode fazer com este produto, como liga-lo a um System Center Virtual Machine Manager, que também é um produto pago, mas que adiciona features ao produto.

Fonte: Fórum de Portugal

Usando o Xen no OpenSuse

Assim como em outras distribuições, você pode usar o VirtualBox ou o VMware sobre o OpenSUSE, criando máquinas virtuais com outros sistemas. Apesar disso, o Yast inclui também um wizard que se encarrega de instalar e configurar o Xen, deixando-o pronto para uso.

O Xen é um software de virtualização muito usado em servidores, onde concorre com o VMware Server, o Virtuozzo e outros produtos. Um dos principal motivos do Xen ser pouco usado em desktops, onde predominam o VMware e o VirtualBox é o fato de ele ser mais complicado de instalar e configurar, um problema que o configurador do Yast se oferece para resolver:

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Com exceção do Qemu (que, embora muito lento, pode rodar sem usar um módulo de Kernel), todos os virtualizadores utilizam módulos de Kernel para ter acesso direto ao hardware e poderem assim acessar instruções privilegiadas do processador, capturar tráfego da rede e assim por diante, de forma a fazerem seu trabalho. O VMware, por exemplo, usa três módulos diferentes, o vmmon, o vmci e o vsock.

O Xen é um pouco mais intransigente, exigindo o uso de um Kernel especialmente compilado, contendo um conjunto de patches, que incluem as funções que permitem que ele tenha acesso direto ao hardware e outras funções necessárias.

Para facilitar, o wizard do OpenSUSE instala o novo Kernel automaticamente, adicionando uma opção de boot no menu do grub, o “Xen — OpenSUSE”. Como pode imaginar, é necessário reiniciar a máquina e inicializar usando a nova opção para que o Xen possa ser usado:

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Depois de reiniciar, use a opção “Criar máquina virtual” dentro da categoria “Sistema > Virtualização” do iniciar para criar as máquinas virtuais e poder testar. É possível (a partir do Xen 3.0) criar tanto VMs com outras distribuições Linux quanto com o Windows:

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Ao criar uma máquina virtual para uma distribuição Linux, você tem a opção de usar o modo de paravirtualização, que é o sistema clássico de operação do Xen, ou de usar o modo de virtualização completa, que está disponível a partir do Xen 3.0:

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O modo de paravirtualização é o mais usado em servidores, pois oferece um melhor desempenho. O grande problema é que ele exige que o sistema operacional dentro da máquina virtual seja especialmente adaptado para rodar dentro da VM. No caso das distribuições Linux, é necessário utilizar uma versão do kernel com suporte ao Xen (a maioria das grandes distribuições oferecem uma opção de boot que permite a instalação dentro da VM), mas isso não é possível no caso do Windows, que tem o código fonte fechado e não pode ser modificado.

No modo de virtualização completa, o Xen trabalha de forma similar ao VMware e outros softwares de virtualização, o que permite instalar o Windows e qualquer distribuição Linux, sem necessidade de usar um kernel especial (é por isso que ao criar uma VM com o Windows, a opção de usar o modo de paravirtualização não é mostrado). Este é o modo que você vai acabar usando na maior parte do tempo ao usar o Xen para testar vários sistemas.

O principal empecilho é que o modo de virtualização completa só funciona em máquinas com processadores Intel ou AMD recentes, com suporte ao Intel VT ou ao AMD-V. Se você usa um processador antigo, resta apenas o modo de paravirtualização.

Em seguida, você vai para o menu de configuração da máquina virtual. À primeira vista, ele parece apenas um menu de confirmação, mas na verdade todas as opções são editáveis:

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Para poder usar a VM, o absoluto mínimo é acessar a opção “Discos” e adicionar um CD-ROM, com a mídia de instalação. Você pode tanto usar o próprio drive de CD-ROM da máquina (o que é o default) quanto indicar a localização de um arquivo .ISO com a imagem do CD de instalação:

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É importante também ajustar a quantidade de memória reservada à máquina virtual. O Xen permite que você defina um valor inicial, que é a quantidade “fixa” de memória que é reservada assim que a VM é ativada e também um valor máximo, que pode ser usado em caso de necessidade. Isso evita que você precise reservar 512 MB de memória para uma VM onde você precisa de apenas 256 MB na maior parte do tempo, por exemplo:

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Você pode escolher também a placa de vídeo que será simulada. Por padrão, o Xen simula uma placa Cirrus Logic 5446, uma placa 2D antiga, da época da Trident 9680, que oferece apenas recursos básicos de aceleração em 2D, sem qualquer suporte a 3D. Para os raros casos em que você esteja instalando um sistema sem suporte a ela dentro da VM, existe a opção de simular uma placa VESA, sem recursos especiais:

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Depois de concluída a configuração, a VM será inicializada, dando boot através do CD-ROM e iniciando a instalação do sistema, como um PC normal. O Xen não possui um sistema de acesso ao vídeo local da máquina virtual, por isso utiliza um servidor VNC interno para exibir as imagens. Isso faz com que o desempenho da atualização de tela seja bastante ruim se comparado ao do VirtualBox ou do VMware Player:

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Como comentei, o Xen é otimizado para uso em servidores, onde o modo de paravirtualização oferece um bom desempenho. O wizard do OpenSUSE automatiza a instalação e configuração e o modo de virtualização completa permite que você instale o Windows ou outras distribuições Linux sem muita complicação, mas não espere que o Xen se comporte de forma tão transparente quanto o VirtualBox, que é otimizado para uso em desktops.

De qualquer forma, a facilidade de instalação no OpenSUSE faz com que o Xen mereça pelo menos um teste.

Fonte: GuiadoHardware

Virtualização – O que é e para que serve?

Todos os dias quando procuro novidades tecnológicas tenho visto cada vez mais a palavra “virtualização” a aparecer nos títulos das noticias. Alguma vez se perguntaram exactamente o que é “virtualizar um SO” ou mesmo uma aplicação?

Tentarei no artigo seguinte dar uma ideia geral sobre os vários tipos de virtualização e que objectivos se podem obter.

A virtualização não é mais do que a partilha de recursos físicos de uma maquina (CPU, RAM, Disco Rígido) entre varias maquinas virtuais, ou seja, a ocupação de recursos que estejam livres na maquina física.

Vejamos um exemplo prático:
Em várias empresas é normal a existência de vários servidores físicos para os mais distintos serviços, um para partilhar ficheiros, outro para armazenar base de dados, outro para partilhar impressoras. Traduzindo por miúdos todos estes servidores tem um custo quer a nível manutenção do hardware para cada um deles, como a nível de electricidade e espaço.

E se pudéssemos juntar tudo numa só máquina?

É para responder a esta questão que surgiu a necessidade de virtualização. A poupança de recursos mantendo sempre o bom funcionamento da plataforma tecnológica!

Para tal apenas necessitamos de um servidor de maquinas virtuais, que pode ir de equipamento extremamente caro construído apenas para o efeito tal como um Vmware ESX Server até ao mais simples dos computadores. Claro que as diferenças entre estes dois equipamentos estará sempre em causa mas esse não é o objectivo deste artigo.

Já sabemos que podemos criar vários “computadores” dentro de um, mas que precisamos para tal?

Neste momento as plataformas empresariais mais conhecidas são VMware, Hyper-V e XEN.

As diferenças entre eles são imensas e serão apresentadas num próximo artigo. Para exemplo utilizo para exemplificação a plataforma Hyper-V da Microsoft.

Tal como podemos ver tenho várias “máquinas virtuais” criadas. Maquinas estas às quais podemos definir características como, nº de discos, capacidade da ram, unidades de cdrom, portas COM, LPT, Placas de Rede… bem tudo o quanto podemos escolher quando compramos um pc novo…

O grande beneficio da virtualização, e esta sim é a resposta central ao porque do “boom” que esta tecnologia está a obter a cada dia que passa, é que ao invés de termos 4 servidores a utilizar 10% de recursos de cada um e a gastar 100% de electricidade e manutenção, podemos eventualmente junta-los todos num só hardware ao que iremos gastar exactamente as percentagens de recursos que desejarmos, queremos uma maquina com 1024mb de ram, outra com 256 e outra com 2048?

Perfeitamente… desde claro tenhamos hardware físico, neste caso 3328Mb de ram para alocar as diferentes máquinas. Ou seja no final teríamos apenas uma máquina física a gastar electricidade e a performance praticamente a mesma.

No entanto nem tudo é um mar de rosas, existem cuidados a ter com este tipo de situações, cuidados esses que irão depender de cada implementação.

A própria Microsoft já tem aplicações para o “utilizador comum” virtualizar algumas maquinas, neste caso o Virtual PC o qual nos permite no nosso próprio computador, sem ter necessidade de termos qualquer tipo de requisito mínimo um outro sistema operativo a correr.

Certamente se lembram das complicações que houve em migração de aplicações do Windows XP para o Windows Vista, mesmo após estes anos todos tenho certeza que ainda existem muitas aplicações que não funcionam e que requerem o velhinho XP!

Com a saída do Windows 7 a Microsoft sabia que isto ainda iria acontecer, daí que lançou um “actualização opcional” denominado “Windows XP Mode” (actualmente ainda em versão Release Candidate) que admirem-se ou não , nada mais faz do que correr uma maquina virtual no nosso próprio computador com o Windows XP instalado. Ou seja, o comum utilizador pode usufruir de todos os benefícios que o Windows 7 traz, como ainda pode trabalhar naquela aplicação que ainda requer um MS-DOS ou que apenas funciona em XP.

Para mim o perfeito exemplo de uma grande vantagem da virtualização. À semelhança do slogan “Vá para fora cá dentro” podemos quase dizer que “Utilize o Windows XP com o Windows 7 instalado”

Fonte: PeopleWare